Foco principal: Este artigo realiza uma revisão da literatura científica com o objetivo de analisar como a adoção de práticas sustentáveis na produção e no preparo de alimentos contribui para a preservação ambiental e para o desenvolvimento socioeconômico. A pesquisa parte da premissa de que o setor alimentício exerce grande influência sobre o consumo de recursos naturais e a geração de impactos ambientais, tornando necessária a implementação de estratégias que conciliem eficiência produtiva, responsabilidade ambiental e compromisso social. Nesse contexto, o estudo busca compreender de que forma práticas como a utilização de alimentos locais e sazonais, a redução do desperdício, o aproveitamento integral dos alimentos e a gestão adequada dos resíduos podem promover sistemas alimentares mais sustentáveis. Além dos benefícios ambientais, o artigo discute como essas práticas fortalecem a economia regional, incentivam a agricultura familiar, preservam a cultura alimentar e estimulam padrões de consumo mais conscientes. A literatura revisada demonstra que a sustentabilidade no setor alimentício depende da integração entre produtores, estabelecimentos gastronômicos, consumidores e políticas públicas, reforçando que pequenas mudanças na cadeia de abastecimento podem gerar impactos positivos significativos para a sociedade e para o meio ambiente.

Principais achados: Os estudos analisados apontam que a priorização de alimentos produzidos localmente e respeitando a sazonalidade reduz a necessidade de transporte por longas distâncias, diminuindo o consumo de combustíveis fósseis e as emissões de gases de efeito estufa. Além disso, essa prática fortalece a economia local, amplia a renda dos pequenos produtores e estimula circuitos curtos de comercialização, tornando a cadeia de abastecimento mais eficiente e resiliente. Outro resultado recorrente na literatura refere-se ao aproveitamento integral dos alimentos como estratégia para reduzir o desperdício e minimizar a geração de resíduos sólidos. A utilização de partes tradicionalmente descartadas, como cascas, talos e sementes, possibilita maior aproveitamento nutricional dos alimentos, reduz custos operacionais e contribui para a segurança alimentar e nutricional. Os autores destacam que essa prática representa uma alternativa viável para conciliar sustentabilidade ambiental e eficiência econômica. A revisão também evidencia que a gestão adequada dos resíduos orgânicos, por meio da compostagem e da separação correta dos materiais recicláveis, reduz os impactos ambientais decorrentes da disposição inadequada do lixo e favorece a economia circular. Paralelamente, a conscientização dos consumidores e dos profissionais do setor alimentício sobre a importância do consumo responsável fortalece a adoção de hábitos sustentáveis, ampliando os benefícios dessas ações para toda a cadeia produtiva.A revisão também evidencia que a gestão adequada dos resíduos orgânicos, por meio da compostagem e da separação correta dos materiais recicláveis, reduz os impactos ambientais decorrentes da disposição inadequada do lixo e favorece a economia circular. Paralelamente, a conscientização dos consumidores e dos profissionais do setor alimentício sobre a importância do consumo responsável fortalece a adoção de hábitos sustentáveis, ampliando os benefícios dessas ações para toda a cadeia produtiva.